A saúde do Pará na UTI

Maio 30, 2009

Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis (…)

Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela
Assembleia Geral das Nações Unidas, em dezembro de 1948.

Entrada do Pronto Socorro Municipal de Belém  Mário Pinot

Entrada do Pronto Socorro Municipal de Belém Mário Pinot

O paciente está em estado gravíssimo. Precisa se dirigir a uma unidade de assistência médica o quanto antes. O posto do bairro está sem condições. Tenta a ambulância do SAMU. Estão em greve. O tempo agora é o inimigo da sobrevivência. Depois da dificuldade, chega a um dos pronto-socorros da capital paraense. A maratona da batalha pela vida recomeçaria em um lugar onde o caos é geral. Sem leitos, sem aparelhos, sem médicos, sem nada. De um lado, temos uma pia, como improviso, servindo de maca para que uma criança de seis anos de idade possa morrer. Do outro, uma família vinda do interior do estado, em busca de “melhor” assistência. Dolorosa ilusão. A saúde paraense é o nosso (im)paciente, e consegue, depois de uma longa espera nos lotados corredores, um raro leito na UTI do pronto-socorro. A fase é terminal. Só nos resta esperar para ver se suas condições vão melhorar ou, se ainda for possível, piorar.

Nosso estado, mais uma vez, ganha as manchetes do noticiário nacional. Massacre de Eldorado dos Carajás, caso Xinguara, assassinato de irmã Dorothy, menina presa com homens em Abaetetuba, etc. O que mais o Pará poderia servir à mídia? O colapso da saúde pública do estado não deixou ficarmos esquecidos por muito tempo. Mas não é novidade. Em 2008, a maternidade “referência” na região, a Santa Casa de Misericórdia, registrava uma mortalidade na UTI neonatal de 56%, com 113 bebês mortos de maio até o mês de junho do mesmo ano. Nem o diretor da instituição, Anselmo Bentes, resistiu, e abandonou o cargo. Depois de toda exposição do horror que vivia a Santa Casa, o governo recentemente inaugurou seu novo centro obstétrico.

Em eleições, o tema saúde sempre foi motivo de discussão e promessas. Duciomar Costa, atual prefeito de Belém, chegou a ser desafiado pelo então candidato do PMDB, José Priante, a comparecer no local do suposto novo pronto-socorro da capital, para comprovar o andamento das obras na construção dos seus 130 leitos. Como de praxe, foi uma baixaria só. E a população ficou com mais uma promessa que, para variar, até agora não foi cumprida. A governadora petista, Ana Júlia Carepa, em sua disputa eleitoral contra o tucano Almir Gabriel, tinha como marca na campanha a “mudança” e os “treze passos para o futuro”. Só esqueceu de nos avisar sobre o teor negativo da tal transformação.

Segundo dados do IBGE, numa pesquisa de 2005, referente à saúde, do total da população brasileira, apenas 18,5% contavam com a assistência médica privada. Ou seja, tinham de pagar dois planos de saúde: o SUS, através dos abusivos impostos – inclusive, os salários dos trabalhadores brasileiros nos primeiros cinco meses de 2009, foram destinados integralmente a pagar tributos –, e a assistência particular, na tentativa de uma garantia não oferecida pelo sistema público.

Agora temos uma novela em meio a esta situação. O presidente da câmara municipal, Walter Arbage, do mesmo partido do prefeito (PTB), depois de vetar anteriormente a instauração da comissão para investigar os desmandos na área da saúde, tem novamente, a decisão em suas mãos. Enquanto o parlamentar, morosamente decide pela instauração ou não da CPI, existem vários paraenses morrendo nas pias, nos corredores, nas portas de pronto-socorros, nas incapacitadas ambulâncias, tendo um direito humano violado. E tomara que, caso a CPI seja instaurada, não tenhamos como resultado uma indigesta “pizza”. Não seria “saudável” a ninguém. Mas, neste caso, precisamos correr o risco. Afinal, do jeito que está, não podemos permanecer.

sendas


Petrobrás em xeque

Maio 30, 2009

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A terceira maior empresa petrolífera do mundo, Petrobras, está em xeque. O mentor da jogada é Álvaro Dias, do PSDB-PR, que irá investigar supostas irregularidades contábeis dentro de uma CPI- comissão parlamentar de inquérito.

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O ministro do planejamento, Paulo Bernardo, assegura que a criação da CPI pretende desprestigiar a empresa e diz ainda que “a ideia  é tornar agravante a imagem do governo”. Em vão, pois todos sabem que o índice de aceitação do governo Lula está em constante crescimento, ele nada mais é que um “teflon” da política atual. E os muitos escândalos que surgiram bombardeando sua gestão não ficaram por muito tempo atrelado à sua imagem. Sorte a dele.

Mas a corrida continua. Para Paulo Bernardo, o cerco armado pelos oposicionistas do governo visa ir mais além, busca desmoralizar a empresa a fim de privatizá-la, como já tentaram em outras épocas.

No governo de Fernando Henrique Cardoso, a então Petrobras já teria até um novo nome, a Petrobrax, e estaria a um passo de se tornar uma empresa global. Essa ideia feriu de tal maneira o sentimento dos brasileiros, que os tucanos tiveram que acuar a investida, mas só por um momento. Hoje se sabe que  um terço da empresa petrolífera já está nas mãos da bolsa valores de Nova York.

As rinhas políticas mostradas na grande mídia revelam a intenção que os detentores de poder tem. Intenção esta que é ludibriar o público. E quanto a isso, não há perspectiva de mudança. Enquanto o pouco sentimento patriótico do povo brasileiro sobrevive, os líderes políticos insistem em difamar a imagem das grandes empresas nacionais, indo contra, por exemplo, a tendência dos países ricos. Agora a Petrobras está em xeque-mate.

ariana


Uma idéia na cabeça

Maio 30, 2009

Durante muito tempo, a produção cinematográfica no Brasil esteve ligada a Hollywood. Vários filmes brasileiros eram produzidos. Entretanto, a maioria não possuía muito conteúdo e tinham o mero intuito de entreter, sem precisar passar necessariamente alguma mensagem construtiva. Comédia, ficção policial, carnavalescos, patrióticos, religiosos e melodramas tradicionais eram alguns dos gêneros produzidos no país.

No período da ditadura militar, surgiu uma nova frente cinematográfica. Com o lema “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, surgia o Cinema Novo. O marco inicial deste cinema inovador foi “Rio, 40º”, de Nelson Pereira dos Santos.

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Rio, 40 graus era um filme popular, mostrava o povo ao povo, suas idéias eram claras e sua linguagem simples dava uma visão do Distrito Federal. Sentia-se pela primeira vez no cinema brasileiro o desprezo pela retórica. O filme foi realizado com um orçamento mínimo e ambientado em cenários naturais: o Maracanã, o Corcovado, as favelas, as praças da cidade, povoada de malandros, soldadinhos, favelados, pivetes e deputados.

Carlos Roberto de Souza

Gláuber Rocha

Gláuber Rocha

Mas o expoente máximo desta nova vertente cinematográfica foi Glauber Rocha. Audacioso, o cineasta foi o primeiro a retratar nas telonas a realidade do povo brasileiro, por mais cruel que esta fosse. Além disso, ainda fugiu dos estereótipos norte-americanos.

Mesmo sendo contemporâneo ao regime militar, Glauber conseguiu expor, em meio a várias lutas, o cotidiano sofrido de alguns brasileiros, principalmente dos nordestinos do sertão semi-árido que tinham que lutar contra os grandes latifundiários e a seca. “Deus e o diabo na terra do sol” e “Terra em transe” são alguns filmes deste ousado cineasta que não se preocupou com a possível repressão que sofreria, preocupou-se em produzir filmes críticos e introduzir novidades ao cinema nacional. Além de assim romper com o estilo norte-americano de filmar.

Glauber Rocha foi um dos cineastas mais importantes para a cultura do país, por isso todo reconhecimento destinado a ele é válido. Por toda a sua coragem em dirigir filmes críticos no período de intensa repressão a quaisquer manifestações políticas e por ter alterado o rumo do cinema nacional, Glauber Andrade Rocha mereceu os inúmeros prêmios que conquistou.

Mas o que talvez o deixasse mais feliz se ainda estivesse vivo, seria saber que as conquistas que obteve com o Cinema Novo não foram deixadas de lado. E que alguns cineastas da nova geração ainda o tem como exemplo, criando filmes que seguem a mesma linha dos de Glauber, como “Abril despedaçado” e “Central do Brasil”. Não deixando morrer nunca o que de melhor havia no Cinema Novo: a crítica social.

louize


Tirinhas

Maio 30, 2009

Clique nas imagens para ampliar.

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bruno


“Futilbol”

Maio 23, 2009

Futilbol

A convenção mundial Brasil, País do Futebol, originária do passado (Pelé, Zico, Mané Garrincha), parece hoje, mais do que antes, confundir a cabeça de muitos brasileiros, levando-os ainda ao fanatismo doentio de apoiarem 22 humanos uniformizados que correm ao barata-tonta’s style atrás de uma simples bola, em gramados retangulares, quadra de esportes, terra batida (ou asfalto mesmo), que tentam de todas as formas usar os pés ou a própria cabeça como instrumentos marcadores de pontos, estes chamados à portuguesa de “gols”.

O curioso está em como esse esporte, recomendado para o tratamento de hipertensão, diabetes e combate à osteoporose, cega inexplicavelmente milhares de brasileiros, levando-os, por exemplo, a:

  • Disputarem, aos berros e socos , meros assentos em estádios de futebol;
  • Endividarem-se (os ingressos não são “quase de graça”) em prol de algo maior, a suposta diversão da coisa - ou repetição de hábitos e gestos antigos de sentimentos verídicos de amor espontâneo ao time – somente pela vaidade de estar bem na foto ou a galgar ao top da carreira de um típico torcedor: a benção do “Filma eu, Galvão!” ou “Mãe, Tô na Globo!”;
  • Criarem de clubes de futebol, já que mercado consumidor é que não falta para sustentá-los, explorando-se o “vício” alheio, aumentando o preço dos ingressos vendidos; Para montar o seu, é simples: arrume um bom deputado ou um desses oportunistas cegos pela grana (treinadores) para patrocinar onze pessoas ao acaso, inicialmente. Em regime fechado, treine-as e facilmente o time se torna reconhecido nacionalmente. Se você não quer ter esse trabalhão, tenha muuuito dinheiro para, a exemplo do que é visto , comprar os resultados nas famosas “reuniões de negócios”, nas quais se definem qual time será o campeão do ano;
  • Formarem “torcidas organizadas” (sinônimo quase perfeito de “vadiagem violenta”) nos estádios – para ADULTOS, obviamente, porque nenhum pai, em sã consciência, levará a sua prole para dentro dessas “bombas-relógio” em que se transformaram (propositalmente) os estádios de futebol. Esse medo serviu para consolidar a realidade cada vez mais sólida de brutalidade sem limite nos arredores do “esporte símbolo brasileiro”. Como a maioria diz: -Ora, num sô doido de levar meu filho; é barra pesada, eu sei. Se é pra ele ir pegar porrada ou levar tiro de rojão com bola de chumbo , é melhor ficar em casa. Além disso, os uniformes dos torcidões, como querem denotar, são logotipados com gravuras selvagens e exageradamente musculosas com faces de caveira ou monstros com foices ensanguentadas (arrisco dizer que servem para defender o pressuposto de um time mal, cruel, impiedoso, forte e sanguinário, que tanto conforta os corações dos “aflitos”). Quando fica decidido a derrota de um ou de outro, a fúria dos humanos e das gravuras se sobrepõem e a selvageria contida se liberta e toma conta das arquibancadas. Mortes e sangue brotam desse sublime amor ao time! Alguns ainda dizem: “Ah, essa que é a graça do futebol…”. Confira exemplos dessa “infantilidade de gente grande” aqui e algumas aqui.
  • Discussões públicas acaloradas (e vergonhosas) sobre o tal esporte. Como acontecem nas novelas de enredo misterioso com um crime a ser desvendado, no qual várias personagens são suspeitas; e de igual nos BBBs da REDE Globo, (“Quem vai ganhar é fulana!” “Não, é sicrana!”) que apostam em qual time vai “cair” (ser rebaixado), qual jogador é o melhor, Meu time tem mais títulos que o seu!”, ao invés de “Tô procurando um emprego!” ou “Tô começando a fazer um cursinho para ser alguém na vida, e tu?”.

Boa parcela que ajuda a sustentar a glória dos times de futebol hoje é o povão desempregado e ferrado que aceita esse como sendo o único (ou o mais convencional) meio de distração/passatempo (além das cervejas, jogatinas, assaltos, vadiagem). Antes fosse “pão e circo”; (in)felizmente hoje é só o circo.

O entretenimento futebolístico (ou futilbolístico, como queiram) ocupa inegavelmente horas na programação das redes abertas de TV que nos “obrigam” a suportar berros de locutores em orgasmo pela simples entrada de uma bola no espaço compreendido entre duas barras de ferro que, logicamente, balança as redes de amortecimento estrategicamente dispostas atrás delas para segurar a redonda. Caso não aguente mais tanto lixo, você recai na situação do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” que é troca de canal na TV brasileira. Ainda tem os muitos que se encalacram nas prestações da TV a cabo só para alimentarem o “vício de bola” (que o homem DEVE ter, segundo os dogmas sociais). Na realidade, pode-se dizer que não adianta trocar de canal porque o modelo “programa de auditório” permanece. Ou seja, nada de espontaneidade e verdade; o “é tudo gravado” como se diz. Somente roteiros pré-definidos (inclusive no futebol, como já dito) por diveR$os interesses.

Será que uma simples iniciativa de entretenimento inteligente não é mais cogitada nas grandes emissoras, principalmente nos horários que o povão “tá sem fazer nada” em frente às TVs? Ora, além do futebol (primeiro lugar no quesito alienação), vem os ditos programas dominicais (já que domingo é dia de folga para a maioria dos brasileiros) com uma proposta de entretenimento risada/bunda/emoção. Nós brasileiros, sinceramente, precisamos desse derramamento de estrume que se tornou grande parte das propostas de diversão televisivas? Ou merecemos porque somos tão sofridos e esforçados que uma mínima proposta de reflexão bastaria para desencadear uma reação alérgica mortal que nos obrigaria a desligar as TVs por sobrevivência (que se atrela ao clichê/desculpa esfarrapada Ninguém é de ferro)?

No mais, longe de ser um lazer, agora é séria essa história de jogar futebol. Nada de amadores. Só tem espaço para os “profissionais da bola”, que são vendidos em disputadíssimos leilões, como o gado em feiras agropecuárias que entram e desfilam para os futuros donos; o mais malhado, saúde perfeita, bom reprodutor e linhagem pura é arrematado. Da mesma forma, um clube re$peitado entrega o “cardápio” de jogadores a um outro clube (quase sempre estrangeiro) e ele faz a sua escolha. Diz o treinador: “Ótima pedida senhor! Aceitamos cheques prés, Visa/Mastercard, dinheiro, 12 vezes sem juros no carnê, etc.” E por preços espantosos, na casa dos seis/sete dígitos.

Será que nós brasileiros, de fato, somos os “fanáticos suicidas” por futebol como mostra a imprensa (inter)nacional? Caso positivo, não seria principalmente por mera vaidade atrelada à massificação midiática?

pedro


Na Na Na Diva?

Maio 23, 2009

Os anos 2006, 2007 e 2008, segundo alguns muitos, foram os melhores em questão de música das últimas duas décadas – que subtraindo-se alguns casos foi bem imemorável, diga-se de passagem. Novos “astros” surgiram para todos os gostos e credos, como Amy Winehouse, Duffy, Adele, Lady GaGa e Rihanna. Outros se reinventaram, e após anos escondidos dos palcos resolveram voltar a ativa. Dentre esses Cyndi Lauper, Britney Spears e Kyle Minogue.

A maioria fez grande sucesso e foi alvo de críticas ferrenhas daqueles a quem o som (e também a imagem pública) agradava ou não, mas até que ponto esses artistas são naturais, “de verdade” e não apenas cantores fabricados ?
Um dos grandes exemplos dessa nova gama de artistas fake é a interprete do “Hit of the Hits” de 2007 Umbrella. Sabe quanto tu sentes que algo é industrializado? Pois é, isso é o que acontece com Rihanna. A voz chicletenta, as músicas sem conteúdo feitas única e exclusivamente para serem as mais tocadas do ano, as performances sempre iguais – alguém já viu ela fazer alguma apresentação sem aquela cara de quem tá com vontade de matar o público ? – um namorado que também está na modinha, de quem já levou umas boas porradas e a prova cabal do código de barras estampado na testa:  fotos nua que vazaram na internet. Acho que não preciso dizer mais nada!

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Só pra vocês terem uma ideia ai vai um vídeo dela matando a Mariah Carey.

Outra que não fica muio longe – agora meio mundo vai querer me matar – é a “princesa do PoP” Britney Spears, que construiu uma carreira em cima de escândalos e está onde está porque ficou careca, casou num dia e se separou no outro, ficou desequilibrada, bateu em paparazzi, tudo menos por causa da voz e nessa até o maior fã há de concordar. Vocês que tem como, ponham um cd da moça, ou então assistam um vídeo no youtube e ai vocês vão perceber que praticamente 100% da voz da Britt, como diriam os mais íntimos, é computadorizada e pra quem ainda não acredita eu ponho um vídeo no qual vocês vão poder escutar a voz que vem direto do microfone da cantora em apresentações ao vivo. Alguém já se perguntou porque ela só canta em playback nos shows ? Bom ai está a resposta.

Agora vamos mudar um pouco e falar daqueles que realmente “são”, gostaria de apresentar aos que ainda não conhecem a ilustríssima Lady GaGa. Ai está a mais nova loira da Billboard, e acredito até que a nova Madonna. Lady GaGa estourou no fim do ano passado com “Just Dance” e deu um show de originalidade com sua música e figura – tá certo que as vezes parece um robô chines implantado nos EUA pra começar a segunda guerra fria. A PoPstar já declarou que as coisas que mais gosta na vida são dinheiro e sexo, o que deixa bem claro nas suas músicas e performances, que por sua vez são muito bem feitas. Outra coisa que difere muito a cantora de tudo o que já foi visto por ai é a sua maneira de se vestir, que vem dando muito o que falar e que é bastante inusitada até mesmo para as ruas de Nova York.

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No fim das contas a única palavra que pode ser usada para descrever a “Lady do Disco” – esse é por minha conta – além de freak , é original. E que ela sirva de lição para todas as que já estão por ai e as que ainda vão surgir, afinal ser original é a melhor coisa.

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Homossexualidade não é opção

Maio 23, 2009

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A homossexualidade diferentemente do que se pensa, não é algo moderno ou contemporâneo, essa forma de relacionamento entre pessoas do mesmo sexo acontece desde a antiguidade, no entanto não se usava o termo “homossexualidade” e era encarado como algo natural e quase isento de preconceitos.

Na antiga Mesopotâmia, por volta de 1750 a.c, o imperador Humurabi decretou uma lei que dava privilégios a prostitutos e prostitutas que participavam de cultos religiosos. Essa lei declarava ambos como sagrados e ainda permitia que mantivessem relações sexuais com homens devotos dentro dos templos da Mesopotâmia, Índia, Silícia, Fenícia e Egito. Essa lei serviu de inspiração para as leis hititas, que reconheciam o casamento homossexual.

As antigas Grécia e Roma mantinham padrões amorosos homossexuais semelhantes, onde homens mais velhos mantinham relações sexuais com homens mais novos. Esse tipo de relação, segundo o filósofo grego Sócrates era considerada como a mais pura de todas, pois as relações anais serviam como fontes de inspiração e troca de sentimentos, já a relação heterossexual era simplesmente para a procriação da espécie humana.

Em Atenas, as práticas homossexuais entre homens mais velhos e mais jovens também eram comuns. Acreditava-se que os jovens atenienses absorviam os conhecimentos filosóficos e as virtudes dos homens mais velhos através da passividade no relacionamento, que em geral acontecia entre os 12 e 18 anos como forma de educação. O termo “homossexualidade” foi criado pelo escritor e jornalista austro-húngaro Karl- Maria Kertbeny em 1869 e deriva do grego homos que significa “semelhante”, “igual” e do latim sexus que quer dizer “sexo”. Em linhas gerais, a homossexualidade é definida como atração física ou emocional entre pessoas do mesmo sexo. Para Karl, esse tipo de atração além de ser tachado como problema psicológico, também era visto como um fato da natureza, onde determinados seres humanos nasciam com pré-disposição à repulsão ou ao sentimento de aversão à pessoas do sexo oposto.

O primeiro livro a tratar de homossexualidade, foi lançado pelo inglês Haverlock Ellis em 1897, onde afirmava que pessoas que sentiam atração por outras do mesmo sexo portavam uma doença congênita hereditária associada a problemas familiares. Somente em 1975, a Associação Americana de Psiquiatria removeu a homossexualidade da lista oficial de doenças mentais.

Desde que nascemos, e a medida que vamos crescendo e sendo educados de acordo com o modelo social que vivemos, é natural seguir as imposições do mesmo, como por exemplo, em nossa sociedade de modelo ocidental-europeu, andar vestidos, não cometer crimes e gostar de pessoas do sexo oposto é o que se considera “normal”, contudo, negamos o nosso próprio instinto, que vai sendo camuflado em meio da nossa cultura.

Ser homossexual nos dias de hoje, e no paradigma social que vivemos, ainda não é algo fácil de se encarar, pois, esse tipo de comportamento “feri” os padrões de nossa cultura, resultando muitas vezes em rejeições e preconceitos em relação aos homossexuais.

Com isso afirmo que ser gay não é opção, e sim uma orientação, instinto ou afinidade a pessoas do mesmo sexo.

Assim como um heterossexual não escolhe ser hetero, apenas nasce com esse instinto ou é educado para tal, os homossexuais também não escolhem ser homo, apenas são.

No modelo sociocultural em que estamos inseridos, os preconceitos são fatos que a cada dia ganham mais adeptos devido a forma que algumas famílias eduacam seus filhos. Assim como um negro ou um deficiente físico sofrem e não gostam de sofrer preconceitos, os homossexuais também não gostam de sofrer tais aversões. Se ser homossexual fosse algo opinativo, grande maioria dos gays não escolheria ser gays, até mesmo para fugir dos preconceitos e do homofobismo que se faz presente em nossa sociedade. Os homossexuais são freqüentes vítimas de agressões verbais e físicas, e ninguém gosta de ser agredido seja lá qual for a forma. Seria até masoquismo por parte dos gays opinar por sua preferência, já que os gays apanham de extremistas pelo simples fato de ser gay. Acho que eles não escolheriam apanhar e serem marginalizados da sociedade.

Quando as pessoas descrevem um heterossexual, sempre falam de suas características físicas, já quando descrevem um homossexual, a principal característica destacada é a sua orientação sexual.

Não imagino um diálogo no qual as pessoas descrevam um hetero como sendo, por exemplo: alto, cabelos escuros, olhos castanhos e heterossexual, mas é comum ouvirmos pessoas descrevendo homossexuais a partir de sua afinidade sexual, deixando as características físicas como fator secundário. Também não é comum os gays recriminarem heterossexuais pelo fato de serem heteros, todavia, o contrário sempre acontece. “Bichinha”, “veado”, são alguns adjetivos criados por heterossexuais para tachar os homossexuais, mas os gays ainda não criaram apelidos criativos para rotular os heteros, porque não é da cultura homossexual discriminá-los. Ninguém chama um heterossexual de “heterozinho”, mas um gay sempre é chamado de “gayzinho”, e isto é visto como ofensa.

Todos nós somos diferentes, ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas que os outros gostam, cada pessoa tem um tipo de personalidade que mais lhe convém. Não é justo apontarmos o dedo na cara das pessoas e tentar mudar o gosto sexual de cada um, temos que aceitar as diferenças para também sermos aceitos com as nossas diferenças. Assim como homens gastam de mulheres e vice versa, homens também gostam de homens e mulheres também gostam de mulheres, e qual o problema nisso? O problema é a cultura de uma sociedade que só aceita seus padrões.

Ninguém tem culpa de ser o que é. Ninguém escolhe ser o que é. O amor não seleciona o sexo e nem a pessoa a quem é destinado, ele apenas acontece sem preconceitos e sem distinção.

mayarap


Infância x ¡nf@nc!@

Maio 23, 2009

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Falar de infância é bem complicado, pois esse assunto varia bastante de geração para geração. Se compararmos a geração infantil de hoje com a de duas, três ou mais décadas atrás essa diferença realmente se torna latente e um dos fatores responsáveis por isso é a tecnologia, que tem uma parcela significativa na mudança do modo como as crianças estão vivendo a sua fase.

A ingenuidade de brincadeiras como amarelinha, escravo de Jó, cabra-cega, bolinha de gude, que são importantes para a fase infantil por fortalecerem laços de socialização e amizade entre a garotada, além de boa parte delas também permitir a integração em grupo e serem formas lúdicas para exercitar de modo saudável o corpo, deu lugar à era da modernidade, com os seus vídeo games, mp3, ipods, computadores e a internet.Esses recursos tecnológicos, quando usados com moderação e supervisão de adultos, podem se transformar em aliados da educação e do desenvolvimento cultural dos pequenos, porém isso não é o que está acontecendo. Como hoje o acesso às informações, conteúdos musicais, fotográficos e tantos outros está muito mais facilitado, se comparado às décadas anteriores, as crianças estão amadurecendo precocemente pois entram em contato com temas até pouco tempo impensáveis para serem do conhecimento delas, como por exemplo a sexualidade, as novelas (se você conversou com seus pais certamente ouviu que eles eram proibidos de assistir novelas, pois para a época elas eram consideradas impróprias para menores), as palavras de baixo calão.E falando em palavras de baixo calão, você já notou como o uso delas é comum entre crianças, isso mesmo: crianças! Antigamente uma reclamação já era motivo para se levar puxão de orelha e atualmente o que mais se vê são crianças usando palavrões sem receber repreensão de seus pais (por vezes são os próprios “responsáveis” que ensinam tais palavrões!).

Manhãs e tardes que poderiam ser de muitas brincadeiras com os amigos são cada vez mais substituídas pelo uso do computador, que se tornou o novo “melhor” amigo de várias crianças, mas será que ele é tão bom assim? Como dito anteriormente, a utilização do computador com internet por crianças dificilmente é observadas pelos pais, logo um bom ponto de análise é a questão da segurança. É inegável que fisicamente a criança corre menos risco por estar afastada das ruas, todavia a internet traz uma ameaça maior: a virtual, com os chats e sites de relacionamento repletos de pessoas mal-intencionadas, que podem atrair de modo extremamente envolvente essa criança para o perigo.

Na verdade, o grande problema não está na tecnologia em si, mas sim na maneira como os pequenos e, principalmente, os pais lidam com ela. Pela falta de diálogo que existe entre pais e filhos, ao invés de tentar ensinar as brincadeiras do seu tempo e conversar sobre a infância que tiveram, muitos pais hoje estão transferindo a tarefa de educar seus filhos para a televisão e internet, o que é muito perigoso pois  é inquestionável a existência de um lado bastante negativo e manipulador dos desejos da população. Os responsáveis precisam ensinar suas crianças a conciliar a vida entre o mundo real e também o virtual para que no futuro a sociedade possa ser composta por adultos integrados às novidades tecnológicas, mas que sejam igualmente humanos, e não máquinas escravas das máquinas.

*Recomendo a leitura do seguinte artigo relacionado ao tema da postagem:

http://livya.wordpress.com/2008/10/10/nao-se-fazem-mais-criancas-como-antigamente

nilson


Eu não era feia, era pobre

Maio 23, 2009

Plástica, lipoescultura, próteses de silicone para todas as partes do corpo. Cabelereiro, esteticista, nutricionista. Personal trainer, personal stylist. Peeling facial, tratamentos dermatológicos, tratamentos dentários. Drenagem linfática, maquiagens milagrosas, unhas de porcelana, escova mágica, marroquina, superfantástica. Spa, academia. Até anabolizantes vale! Afinal, vale tudo pela beleza: de roupas de grife que disfarçam os quilinhos a mais até encarar os mais dolorosos pós-operatórios. Basta ter dinheiro, afinal, o que ele não compra?

juliaa

Fica a pergunta do que seria de “lindas” modelos e atrizes se não fosse o advento da tecnologia no ramo da estética. A imagem que todos temos de Julia Roberts, por exemplo, é aquela imagem de ‘Pretty Woman’, que dorme e acorda linda. O que nenhum homem pára pra pensar, é quanto tempo (e dinheiro, mesmo que da produção cinematográfica de Hollywood) foi preciso gastar com ela em um salão de beleza para modelar seus lindos caixos ou deixar sua boca mais sexy com maquiagem. A mulher ‘normal’, que vive na jornada dupla (ou tripla), que não tem tempo para fazer academia, ou dinheiro para ajeitar o cabelo, acaba se sentindo feia, banalizada por um mundo que prioriza a estética no lugar do conteúdo, onde vale mais você gastar seu dinheiro em tratamentos de beleza do que obtendo conhecimento e adquirindo cultura, por exemplo.

ana hickmann

Beleza natural é coisa ultrapassada. Sempre há algum tratamento por fazer, é só olhar a agenda de cirurgiões plásticos e a procura por clínicas de estética. Quanto mais tratamentos aparecem, mais exigente fica o mercado masculino. A época em que para os homens toda mulher tinha lá sua beleza, deu lugar a outra em que os mesmos procuram minuciosamente detalhes na aparência antes de escolher a gata perfeita. Não vale estria nem celulite. Gordura localizada Procurar ajuda imediatamente! Já que o dinheiro é capaz de estagnar a juventude com os novos cremes da Lancôme, por que não usá-lo?
Por exemplo, Juliana Paes seria objeto de desejo de tantos homens, seria considerada a mulher mais sexy do mundo, caso não contasse um pouquinho com a sorte, fosse parar na novela das 8 e tivesse dinheiro para investir tanto em “sua” beleza? A resposta é óbvia. Mas ninguém quer saber se o que ela tem é verdadeiro ou falso; se sua barriguinha esculpida foi lipo ou 500 mil abdominais por dia. A atriz é um ícone de beleza e sexualidade, assim como tantas outras, que ninguém disse aqui que eram feias antes. Elas só eram… pobres!

penelope

juliana paess

ana


Comunicação e poder político

Maio 23, 2009

São inegáveis os laços que unem a comunicação ao poder político no Brasil. Por exemplo: a imprensa, em seus primórdios, deveria se submeter aos interesses da Corte. Caso contrário, os donos de periódicos (jornais) veriam a ruína em pouco tempo, por não receberem os mesmos incentivos que aquele jornal que era pró-Corte recebia. Quem possuía condições financeiras e queria se opor à Corte, poderia fazer o jornal fora do país para não enfrentar censura.

Passaram-se os séculos, mas pouco mudou: a maioria dos meios de comunicação (os grandes principalmente) trouxe desse passado o atrelamento às elites políticas dominantes, que nada se importam em desenvolver o pensamento crítico da população brasileira: a informação já nos é entregue impregnada da opinião que convém aos grandes donos da mídia, vestida de manipulação política.

Segundo pesquisa divulgada em 2008 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (EPCOM), 271 políticos eram donos à época, de 348 emissoras de rádiodifsão (rádio e TV). A prática como se sabe é ilegal, mas a legislação é burlada com muita freqüência como se vê. No Pará, os dois maiores jornais (O Liberal e Diário do Pará) não se omitem do partidarismo: o Diário pertence à família dos Barbalho, tradicional na cena política regional por ter vários de seus integrantes no PMDB. Já O Liberal, assume claramente uma postura pró-PSDB.

Não se pode envolver todos os meios de comunicação nesta crítica, óbvio. Existem jornalistas já consolidados no mercado que conseguem fazer um trabalho diferenciado, como Mino Carta (Revista Carta Capital) e Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal), não sem muito batalhar antes. Sem contar com a explosão de sites e blogs na internet. O problema é que estas fontes de informação alternativas ainda distanciam-se da realidade brasileira, seja pelo preço um pouco mais alto do que as fontes mais populares, seja pela linguagem mais rebuscada ou mesmo pela falta de interesse de uma população que cresceu assistindo à TV Globo.

Enquanto o governo e pessoas como William Bonner continuarem achando que somos com Homer Simpson (como o próprio Bonner definiu o público-alvo do Jornal Nacional), ou seja, sem capacidade intelectual alguma, não teremos força para limpar a comunicação dessa politicagem suja. Investir na formação e desenvolvimento do nosso pensamento crítico nunca foi intenção dos poderosos donos da mídia. Afinal, eles sabem tanto quanto nós, que quem domina a informação, tem o mundo nas mãos.

karina